Pesquisa feita no segundo ciclo de pesquisa do Instituto de Arte Contemporânea, em São Paulo, entre fevereiro e outubro de 2024, com orientação de Galciani Neves.

Cordeiro, bode e percurso em 3 escoras — práticas experimentais em crítica e arte
A pesquisa reconstrói o histórico de três eventos que aconteceram na galeria carioca: a mostra sequencial Agnus Dei (1970, Thereza Simões, Guilherme Magalhães Vaz, Cildo Meireles), A Nova Crítica (1970, Frederico Morais) e Isso é que é (1975, Antônio Manuel). Esse trio de acontecimentos recebe uma atenção especial por conta, sobretudo, de A Nova Crítica: uma proposta do crítico Frederico Morais de comentar Agnus Dei não por meio de texto, mas de objetos que usassem os mesmos materiais e compartilhasse o mesmo espaço dos trabalhos comentados, em um gesto de generosidade diante dos artistas. Por meio de uma análise da imagem-convite de Agnus Dei e dos objetos criados por Morais, a pesquisa da artista Cris Ambrosio aponta procedimentos que remetem a A Nova Crítica em trabalhos de Antônio Manuel, e relaciona a próxima relação de diálogo e colaboração entre os vários personagens da cena artística com o contexto de perseguição política da fase mais violenta da ditadura civil-militar.